Por enquanto, apenas 14% de toda a madeira
consumida no mundo são provenientes de plantios florestais.
Originário
da Austrália e outras ilhas da Oceania, o eucalipto foi trazido para
Brasil na segunda metade do século XIX com o objetivo de ajudar na
produção de dormentes para as linhas férreas que se instalavam no
País. Hoje, temos a maior área plantada de eucaliptos do mundo (mais
de 3 milhões de hectares), somos o maior produtor mundial da celulose
(cerca de 6,3 milhões de toneladas por ano) e alcançamos o maior
índice médio de produtividade (40m3 por hectare ao ano).
O
eucalipto brasileiro se destina basicamente à produção de celulose
e papel e ao carvão que abastece as siderúrgicas. As indústrias
brasileiras que usam o eucalipto como matéria prima para a produção
de papel, celulose e demais derivados representam 4% do nosso PIB, 8%
das exportações e geram aproximadamente 150 mil empregos.
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Todos
esses números demonstram a importância do eucalipto para a economia
do País e a necessidade de buscarmos sempre a máxima competitividade
num mercado altamente disputado.

Além
da produção de celulose, papel e carvão para siderúrgicas, de onde
se extrai a celulose, são produzidos diferentes tipos de tecido
sintético e cápsulas de remédios. A madeira é utilizada na
produção de móveis, acabamentos refinados da construção civil,
pisos, postes e mastros para barcos. Dele também se obtém o óleo
essencial em produtos de limpeza, alimentícios, perfumes e remédios.
Sem falar do mel de alta qualidade produzido a partir do pólen de
suas flores.
Por
ser uma árvore de crescimento rápido a indústria da celulose
trabalha com ciclos de plantação entre cinco e sete anos e de
fácil adaptação às mais diferentes condições de clima e solo, o
eucalipto passou a ser uma alternativa racional contra a devastação
das florestas nativas em diversas regiões do planeta.
A
destruição já consumiu 46% das matas originais que cobrem a
superfície terrestre. O desmatamento foi provocado, principalmente,
pela agricultura, pecuária e a comercialização da madeira. Agora,
os plantios sustentáveis começam a ser usados em lugar de árvores
centenárias no uso industrial e residencial. Por enquanto, apenas 14%
de toda a madeira consumida no mundo são provenientes de plantios
florestais.
No
Brasil, a substituição de jacarandás, imbuias e ipês, entre outras
espécies nativas, por eucaliptos plantados é uma realidade altamente
positiva. Dos 300 milhões de metros cúbicos de madeira consumidos
por ano, aproximadamente 100 milhões já provém de plantios
florestais, a maior parte de eucaliptos.
A
elevada utilização do eucalipto nos reflorestamentos brasileiros é
favorecida pela boa adaptação da árvore, nas suas diferentes
espécies, às nossas condições de clima e solo. O aumento da
produtividade foi alavancado pelo melhoramento genético tradicional e
a clonagem. Com o Projeto Genolyptus, todo esse potencial será ainda
mais bem explorado em benefício do País.